A edição de maio do Calgary BR Tech reuniu a comunidade mais uma vez no Platform Innovation Centre, no dia 26 de maio, para falar de uma das funções mais comentadas da área: DevOps. O convidado da noite foi Lelandi Assis, que mostrou para quem estava na sala, e para quem acompanhava pela transmissão, como é a profissão no dia a dia e quem tem mais facilidade para entrar nela.
Das LAN parties a quatro nuvens
Lelandi começou contando a própria história. Ele entrou em TI no começo dos anos 2000, na época em que fim de semana era carregar um monitor CRT pesadíssimo até a casa de um amigo para jogar Counter-Strike em rede, e se apaixonou por infraestrutura ao ver uma árvore de diretórios no MS-DOS. De lá para cá, foram mais de 24 anos de carreira, uma graduação em gestão de TI, uma pós em gestão de riscos e cibersegurança e muita experiência mantendo sistemas de pé em empresas de todos os tamanhos.
Ele também apresentou alguns projetos reais do trabalho atual, numa empresa que atende centenas de cidades em seis países. Um deles foi um bot no Discord que entrega aos desenvolvedores cópias anonimizadas de bancos de dados em poucos minutos, tarefa que antes levava um dia inteiro de trabalho manual. Outro foi uma série de migrações entre nuvens usando Terraform, que, segundo ele, reduziu em torno de 70% os custos de infraestrutura.
O que é preciso
A segunda parte da palestra foi sobre a carreira em si. Para Lelandi, DevOps é antes de tudo uma cultura de melhoria contínua, e não só um conjunto de ferramentas. Ele apresentou os caminhos que a área abre, como SRE, DevSecOps, platform engineering e arquitetura de nuvem, e listou o essencial: Linux, “a base de tudo”, redes, Git, algum conhecimento de nuvem, ferramentas como Docker, Kubernetes e Terraform, e as soft skills para aproximar desenvolvimento e operações.
O conselho para quem quer seguir esse caminho: praticar em laboratório, divulgar o próprio trabalho e lembrar que feito é melhor que perfeito.
Um Q&A animado
As perguntas não pararam. Um participante questionou se realmente não existe vaga de DevOps para iniciante, e Lelandi confirmou: normalmente a pessoa chega depois de passar por desenvolvimento ou operações, porque a empresa precisa confiar em alguém antes de entregar a “chave do cofre”. Também entraram na conversa segurança, de credenciais expostas a arquivos de configuração abertos na internet, o impacto da mudança de licença do Terraform e como o time de DevOps mantém uma boa relação com os desenvolvedores. Alguns participantes ainda compartilharam histórias de projetos em bancos, o que transformou a sessão numa troca de verdade.
A noite terminou com agradecimentos ao Platform Calgary e o tradicional networking, com muita gente ficando para continuar o papo com o Lelandi pessoalmente.
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