A edição de outubro de 2025 do Calgary BR Tech aconteceu no dia 27 de outubro, no Platform Innovation Centre, e começou com notícia boa antes mesmo da palestra. Na sexta-feira anterior, o Platform Calgary tinha confirmado que patrocinaria a comunidade de novo em 2026, e com isso veio uma mudança maior: a partir do ano seguinte, os encontros do CBRT deixariam de ser bimestrais e passariam a ser mensais.
A noite também teve patrocinador novo na sala. Rodrigo, da Gaia Construction, apresentou a empresa, especializada em acabamento residencial e comercial (pintura, drywall, piso, teto, fachada), com cerca de um ano e meio de atuação em Calgary, e responsável pelo café do evento. Paula, engineering manager no setor financeiro canadense, também pegou o microfone para distribuir alguns brindes, apresentar a turma do trabalho que veio junto e convidar quem tivesse interesse em oportunidades na empresa a puxar conversa.
Estrutura de dados, uma sala de aula por vez
Aí foi a vez de Pedro Barbiero. Desenvolvedor backend em Calgary, Pedro se propôs um desafio claro: explicar estrutura de dados de um jeito que até quem não é de TI conseguisse acompanhar.
O recurso dele durante toda a palestra foi uma escola. O computador era o prédio, cada aplicativo rodando era uma sala de aula e cada cadeira, um pedacinho endereçável da memória. A partir daí, Pedro passou pelo essencial:
- Notação Big O, com o exemplo de achar a pessoa mais alta numa sala de 30;
- Ponteiros, como apontar para a cadeira, e não para quem está sentado nela;
- Arrays, e por que a maioria das linguagens começa a contar do zero;
- Listas ligadas, hash maps, pilhas e filas, cada uma com seu cenário de sala de aula;
- Árvores e grafos, incluindo como árvores balanceadas estão por trás dos índices de banco de dados, e por que leitura costuma pesar mais que escrita.
Os exemplos de código foram em C, escolhido justamente por deixar os endereços de memória à vista.
Perguntas e boas risadas
A sessão de perguntas abriu com uma dúvida prática: que linguagem ele recomendaria para treinar algoritmos? Pedro disse que C é ótimo para entender o que acontece por baixo dos panos, mas que para exercícios estilo LeetCode iria de Python, pela sintaxe simples. E sobre uma linguagem que não recomendaria, contou a história de um amigo estatístico que trabalha com R, onde os arrays começam em um, o que arrancou risadas da plateia.
Quando as perguntas diminuíram, Pedro brincou que devia ter apresentado tão mal que ninguém tinha entendido nada. Um participante saiu em defesa dele com um comentário: os grafos, a parte em que a sala inteira pensou “agora complicou”, são na verdade a união de tudo o que veio antes, e algo que todo mundo usa no dia a dia, das conexões entre pessoas às relações entre vetores por trás da inteligência artificial.
Networking e um convite aberto
No encerramento, Anderson agradeceu ao Platform Calgary e à Gaia Construction, contou histórias de pessoas que conseguiram emprego a partir de contatos feitos no CBRT e convidou quem quisesse a ajudar na organização da comunidade ou a garantir um espaço para palestrar na agenda de 2026, aberta de janeiro a dezembro. Depois disso, a transmissão terminou e o networking começou.
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